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Cidade Pirenópolis – História, economia e motivos para conhecer a cidade.

Está planejando suas férias ou quer conhecer um lugar novo em um feriado prolongado? A nossa dica é Pirenópolis. A cidade fica no interior de Goiás e foi criada em 1727, e hoje é considerada como patrimônio nacional e tombado pelo IPHAN.
Sua grande fonte de economia é o turismo e o charme que está nas construções do século XVIII, como igrejas e casarões no centro histórico.
Pirenópolis é uma uma cidade do interior goiano tombado pelo IPHAN. Destino turístico tipo A, atrai visitantes interessados pelo estilo pacato, casarões centenários, belas cachoeiras, esportes radicais e pela rica gastronomia.

Motivo 1 – Vida noturna na Rua do Lazer:

Rua do Lazer Lotada em Pirenópolis

Se você gosta de lazer noturno, esse é o primeiro motivo para você conhecer esse lugar histórico. As noites agitadas acontecem mesmo na baixa e alta temporada, e há um lugar específico para isso, a Rua do Lazer, ou Rua do Rosário, que é o nome original. Lá, você vai encontrar diversos restaurantes que servem os mais variados tipos de comida, há também bares espalhados pela rua. Mesas nas calçadas e na rua trazem um clima agradável ao ambiente.

Motivo 2 – Parque Estadual da Serra dos Pireneus:

@flaviatravellife Na fantástica vista do Pico dos Pireneus

Se você tem aquele instinto aventureiro e gosta de sentir a adrenalina no corpo, um local ideal é o Parque Estadual da Serra dos Pireneus, ou somente Parque dos Pireneus, como também é conhecido.
Ele foi criado em 1987, e fica há 20km de Pirenópolis. O parque possui 2,833,26 hectares e 1.385 metros de altitude. No topo de uma de suas montanhas, você vai encontrar uma pequena capela em homenagem à Santíssima Trindade.

Motivo 3 – Das trilhas para as cachoeiras:

Além das trilhas, você vai notar que na região também é possível aproveitar e dar um mergulho em uma das cachoeiras que ficam no final do percurso. Recomendamos que você procure por um guia, pois não há placas indicando as trilhas e cachoeiras. O indicado é começar o percurso na parte da tarde, assim você aproveita a temperatura amena, e as águas das cachoeiras já vão estar mais agradáveis. E, para finalizar, você pode ver o pôr do sol do alto do Pico dos Pireneus.

Motivo 4 – Cachoeiras em Pirenópolis

Em Pirenópolis, você vai encontrar várias cachoeiras que são mais conhecidas e visitadas. Uma delas é a chamada Cachoeira do Dragão Várzea do Lobo, localizada na reserva Várzea do Fogo. Com uma caminhada de 4 horas, ela é perfeita para quem gosta de trilhas e exercício. Ela fica há 40km da cidade, e o caminho até a cachoeira é feita em duas partes. Os primeiros 25km são percorridos de carros e outros 15km são feitos a pé por meio de uma estrada. Durante a trilha, são feitas paradas em outras oito cachoeiras que ficam no percurso.

Temos também a famosa Cachoeira do Abade, há 16km do centro histórico. Grande parte do percurso corre por uma estrada de terra, e a entrada custa aproximadamente R$30,00, e o local é bem estruturado. Lá, você vai encontrar local para comer e banheiros.

Outro local interessante é a Vargem Grande. Lá, você pode encontrar duas quedas de água, sendo elas a cachoeira de Santa Maria e a do Lazaro, sendo Santa Maria a mais próxima. Para chegar lá, é preciso percorrer uma trilha de cerca de 10 minutos, e, para chegar na do Lazaro, é preciso caminhar em uma trilha por 30 minutos. O acesso para duas é super fácil, ideal para se fazer até mesmo com crianças, claro, que há necessidade de se tomar alguns cuidados como o uso do repelente.

A Cachoeira do Paraíso, por sua vez, oferece uma vista de tirar o fôlego. A 30km de Pirenópolis, ela está localizada na fazenda Araras, e o horário de seu funcionamento é das 9h às 17h.

Por fim, a Cachoeira Usina Velha é uma das mais próximas da cidade. Sua trilha é de fácil acesso, e fica próxima da saída da Serra de Pireneus. Suas lindas e límpidas águas e a queda de água de 10 metros de altura são encantadoras.

Motivo 5 – Centro histórico:

Se você gosta de história e não é muito de aventuras por trilhas, o melhor lugar para fazer um passeio tranquilo e não tão exaustivo é dar uma volta pelo centro de Pirenópolis.
Além das ruas antigas feitas com paralelepípedo, o que você mais ver no centro histórico são as igrejas que têm estruturas extremamente conservadas. A primeira delas e a mais procurada é a Igreja Matriz. Ela foi construída em 1728 por escravos que moravam ali, e é dedicada a padroeiras dos moradores da pequena cidade, Nossa Senhora do Rosário.
Em 2002, ela passou por uma restauração após um incêndio que destruiu praticamente tudo, sobraram apenas algumas imagens. As visitas acontecem de quinta à segunda-feira, das 7h da manhã até às 17h. É cobrado um valor simbólico pela entrada, são R$2 por pessoa.
A Igreja Nosso Senhor do Bonfim passou por uma profunda restauração em 2012. Para entrada também é cobrado um valor de R$2 e o seu funcionamento é de quarta-feira à domingo das 12h às 18h.

Motivo 6 – Conhecer a história:

O melhor jeito de se conhecer um lugar é saber mais sobre a sua história e, em Pirenópolis, o que não falta são espaços para descobrir a história. Ao todo são dez museus e muitos deles estão localizados em antigos casarões, como é o caso do Museu do Divino Espirito Santo. Lá, antigamente, funcionava a Casa da Câmera e Cadeia, e esse museu só foi aberto em 2009, após uma restauração. O nome do local está associado a Festa do Divino de Pirenópolis, que acontece 50 dias após a Páscoa.

Motivo 7 – A festa do Divino:

A festividade já uma tradição na cidade de Pirenópolis, todos lá se preparam para essa celebração que antecede a Páscoa. A festa é uns dos motivos que vão te levar a conhecer esse lugar encantador. A celebração conta com a participação de milhares de pessoas. Ela dura 12 dias e durante esse período são
feitas missas, novenas, cavalgadas e apresentações folclóricas.

Motivo 8 – Ecoturismo:

Mais um motivo para se conhecer Pirenópolis é o Santuário de Vida Silvestre de Vagafogo que foi criado em 1990. Ali você vai saber mais sobre o ecoturismo, educação ambiental e a produção de alimentos. O acesso é feito por uma trilha fácil, é uma atividade ideal para ser
fazer em família. Também construídas por escravos, a Fazenda Babilônio é mais uma razão para arrumar as malas. Ali tudo remete ao século XVIII, desde o casarão e até mesmo a comida que é servida, tudo que está na semana foi produzido na fazenda e com receitas antigas.

Motivos 9 e 10 – Passear de Jipe e fazer compras:

Na praça central da cidade, há uma feira onde você pode encontrar artesanato feito pelos próprios moradores (sabonetes, bolsas, roupas, peças de arte).
Por fim, o passeio de Jipe partindo do Hotel Fazenda Tabapuã dos Pirineus leva os visitantes a duas cachoeiras, Cachoeira do Coqueiro e ao Mirante do Pico dos Pireneus. Se você não estiver hospedado lá, pode fazer uso da área de lazer pagando um valor a parte, o que mais faz sucesso é a tirolesa de 570m de extensão.

História de Pirenópolis

Piri, como a cidade é carinhosamente conhecida, é uma cidade histórica goiana, fundada inicialmente com o nome de Minas de Nossa Senhora do Rosário Meia Ponte pelo minerador português Manoel Rodrigues Tomar. As minas da região foram descobertas pelos bandeirantes ainda na primeira metade do século XVIII. Segundo a tradição local, o arraial foi fundado em 7 de outubro de 1727, porém há carência de documentos que atestem este fato e muitos historiadores e cronistas antigos afirmam ser a fundação em 1731.

@marinampires Passeio pelo Centro em Pirenópolis Igreja

A Cidade se destacou como importante centro urbano dos século XVIII e XIX pelo comércio, mineração de ouro, e agricultura, em especial a produção de algodão para exportação no século XIX. Ainda no século XIX, já com o nome de Meia Ponte, a cidade obteve grande destaque como berço da música goiana, devido ao surgimento de maestros e como berço da imprensa em Goiás, sendo local em que nasceu o primeiro Jornal da região Centro Oeste, chamado Matutina Meiapontense.

Somente em 1890, a cidade recebeu o nome de Pirenópolis, a cidade dos Pireneus, nome conferido à serra que abraça todo o município.

Piri ficou isolada durante parte do século XX, ganhando destaque por volta da década de 1970 devido com a construção de Brasília.

Atualmente, Piri é conhecida pelo turismo e pela produção do quartzito, a Pedra de Pirenópolis.

Etmologia – Origem e o por quê do nome?

Pyrenópolis, posteriormente Pirenópolis, representa “a Cidade dos Pireneus”.

Seu nome faz referência à serra que abraça toda a cidade que é a Serra dos Pireneus. Segundo a cultura local, a serra recebeu este nome por haver na região muitos imigrantes espanhóis que por perceberem uma forte semelhança da região com com o traçado dos Pirenéus da Europa, deram a serra o nome de Pireneus.

@flaviatravellife No Centro Historico de Pirenópolis
@flaviatravellife No Centro Historico

Patrimônio Histórico – Pirenópolis é tombada pelo IPHAN

Piri foi tombada, em 1989, como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A cidade conta com um Centro Histórico privilegiado, cheio de belos casarões e igrejas construídas ainda no século XVIII, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário (1728-1732), a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1750-1754) e a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (1750-1754), além de casas de de incrível beleza arquitetônica como o Teatro de Pirenópolis, que possui características artísticas que vão do colonial ao neoclássico, de 1899, e o Cine Teatro Pireneus, arquitetura em estilo art-déco, de 1919 e a Casa de Câmara e Cadeia construído em 1919 que usa com forte influência o modelo original de 1733.

Pirenópolis

Rios da região de Pirenópolis

A rede hidrográfica da cidade é muito rica. Confira os principais rios que coram a região:

Rio das Almas, Rio Corumbá, Rio Dois Irmãos, Rio Caxambu, Rio Capivari, Rio dos Patos – Divisa Vila Propício, Rio Padre Souza, Rio das Pedras, Rio do Peixe, e os ribeirões: Araras, Bom Jesus, Castelhanos, Conceição, Dois Irmãos do Gado, São João, Santa Maria, Santa Rita Tapiocanga, Do Inferno, Do Muquém, Do Escuro, Do Gago, Dos Castelhanos, Dois Irmãos, Rosa Maria, Santa Rita, Conceição, Tapiocanga, Baião, do Retiro.

Cachoeiras em Pirenópolis

Cachoeira Nossa Senhora do Rosário, Cachoeira da Meia Lua, Cachoeira do Abade, Cachoeira das Araras, Cachoeira da Usina Velha, Cachoeiras do Bonsucesso, Cachoeiras dos Dragões, Cachoeira do Lázaro, Cachoeira Santa Maria, na Reserva Ecológica Vargem Grande, Cachoeira Paraíso, Cachoeira do Coqueiro, Cachoeira Garganta, Cachoeira das Andorinhas, Cachoeira do Lobo e Cachoeira Renascer

@camposbsb em Cachoeira Bonsucesso em Pirenópolis Trilha pela Fazenda Bonsucesso

Clima em Pirenópolis

Segundo informações do INMET – Instituto Nacional de Meteorologia, desde 1977 a menor temperatura registrada na cidade foi de 4,1 °C em 18 de julho de 2000. Em 28 de outubro de 2008 atingiu 39,4 °C, representando a maior temperatura histórica.

Em relação às chuvas, em 17 de dezembro de 1989 a cidade registrou o maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 167,3 mm (milímetros).

Quanto a umidade relativa do ar, o menor índice histórico foi de 11%, registrado em 22 de setembro de 2007.

Mulher cachoeira paraíso Pirenópolis
@kauanysamara na Cachoeira Paraíso em Pirenópolis

Festas tradicionais em Pirenópolis

Pirenópolis é cenário e palco das famosas cavalhadas de Pirenópolis e da Festa do Divino.

Cavalhadas de Pirenópolis

As Cavalhadas de Pirenópolis é a representação dramática que revela a luta pelo domínio da Península Ibérica, protagonizada pelos mouros e cristãos, durante a Idade Média na Europa e é representada por inúmeros mascarados, que se tornou uma uma festa popular bastante conhecida. A máscara usada no evento em Pirenópolis é a de boi.

Cavalhadas Pirenópolis

Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis

A Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis é uma comemoração de cunho religioso e usa como símbolos a coroa, o cetro e as bandeiras. O evento ocorre 50 dias após a páscoa e se apresenta como folias, reinados, congadas, queima de fogos, missas e novenas.

Economia e o Turismo em Pirenópolis

Segundo estimativa, a renda per capita de Piri é de  R$ 15.290,36. A cidade encontrou no turismo um grande potencial econômico, atividade que emprega boa parte da população.

Em períodos de feriados fica mais claro o papel que o turismo exerce na economia local, com o aquecimento da economia gerado pelo grande fluxo de visitantes, preenchendo grande parte da rede hoteleira, movimentando bares e enchendo as cachoeiras da região.

O turista que deseja conhecer a cidade conta com o suporte do CAT – Centro de Apoio ao Turista, sites como o VemPraPiri, agências, pousadas, restaurantes e fazendas de ecoturismo.

Sem dúvida, um dos principais atrativos turísticos são as cachoeiras e o centro histórico preservado, que oferece bares e restaurantes com música ao vivo.

Características da Geografia da cidade

O município se localiza a uma latitude 15º51’09” sul e a uma longitude 48º57’33” oeste. O centro histórico possui uma altitude de 770 metros. Sua população estimada em 2017, segundo censo do IBGE, é de 24.761habitantes distribuídos em uma área de 2227,793 km².

O cidade fica localizada no coração do Brasil, no centro do Planalto Central Brasileiro e possui uma topografia muito desenhada que proporciona um privilegiado potencial turístico, com clima agradável e várias cachoeiras, que agradam aos turistas e amantes da natureza. Além do turismo, essas formações rochosas presente na região promovem matéria-prima para a exploração mineral do quartzito, pedra bastante utilizada na construção civil principalmente em pisos exteriores, conhecida comercialmente como Pedra de Pirenópolis. Em outras regiões, esta pedra também leva o nome de Pedra Goiana, Pedra Mineira e Pedra de São Tomé.

Mineração em Pirenópolis

A extração do quartzito representa uma das principais fontes econômicas do município, gerando um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 93,953 milhões em 2002, de acordo com dados da Secretaria de Planejamento do Estado de Goiás.

O Quartzito, matéria prima para a Pedra de Pirenópolis, representa 70% da arrecadação da cidade, gerando cerca de R$ 65,76 milhões por ano.

Em escala menor, o município também conta com a exploração de calcários, pedras ornamentais, argila e areia.

Arte e artesanato em Pirenópolis

A produção artesanal produzida em Piri utiliza fortemente matéria-prima como a madeira, cerâmica e tecidos.

Artesanato em Pirenópolis

Na arquitetura, a cidade apresenta os trabalhos com forte influência barroca, presente nos altares da Igreja Matriz, do Carmo e do Bonfim. Nas artes, merece destaque os desenhos e composições musicais de Antônio da Costa Nascimento (Tonico do Padre).

Os hippies introduziram, já nos anos 80, o artesanato feito em prata se popularizou na cidade e mobilizou a fundação de vários atelieres.